Ideia publicada no fórum de astronomia a respeito de teorias não-convencionais partindo de suas premissas
" Olá,
Teorias que se baseiam em hipóteses como multiversos, p-branas ou algo do tipo são muito vulneráveis à descrença científica, pois não se tratam de ciência pura e explicativa da realidade, com base no método científico, mas sim de ciência especulativa.
Eu aceito o fato de que seja necessário, em partes, tentar predizer fenômenos naturais com toque de criatividade e ajustes teóricos à física do acontecimento natural(no fim acaba que essa "genialidade" envolta em cientistas como Hawking não se trata de algo sobrehumano intelectual, mas sim inventividade e a utilização de hipóteses que são provadas com base naquilo que o pesquisador criou teoricamente) , mas crer cegamente numa teoria, para cientistas que se dizem ateus, não é algo parecido com religião?
Muitos cientistas de renome relutam em acreditar em fatos confirmados experimentalmente quando estes não se ajustam às hipóteses pilares de todo desenvolvimento de suas ideias, que no fim acabam sendo apenas ideias simplesmente, e buscam ajustes etéreos em leis físicas, as quais, por si só, já funcionavam pra imensa maioria gama de ocorrências naturais observadas. Mesmo que a física seja uma ciência em constante evolução ( acredito eu que não chegaremos a ter uma Teoria de Tudo, mas parte de mim reluta em aceitar isso) não podemos nos agarrar àquilo que não podemos explicar satisfatoriamente como apenas teorias hipotéticas esperando por um dado experimental utópico, devemos fazer ciência experimentalmente provada, validada pelo método científico.
Portanto, acredito eu que estamos num paradoxo ideológico científico entre religião e ciência que se simplifica nos seguintes dizeres: religião é crença sem necessidade de comprovação, ciência é prova experimental daquilo que se crê; teorias científicas fundamentadas em hipóteses baseadas no "acredito que", sem meios de confirmação de sua veracidade na natureza física e não intelectual, se resumem também a um certo tipo de religião. E aí? Será que realmente vale a pena crer naquilo que está longe de ser provado ( digo isso no âmbito de fazer ciência séria)?
Bom! Primeiro Post do ano, depois de 26 dias desde seu início!
Haha, incrivelmente o ano começou pra mim cheio de coisas para fazer! Antigamente eu preferia ficar em casa, provavelmente lendo algo, entretanto, tenho tido pouco tempo para tal lazer, já que minha banda tem progredido bastante, assim como o ritmo dos ensaios! Vocês podem ver um vídeo dela clicando no vídeo abaixo:
Enfim, como o assunto aqui é ciência, eu gostaria de, antes de tudo, dizer que passei para Física, na Universidade Federal de Uberlândia, e que com isso espero poder ampliar conhecimentos nessa área do saber de caráter extremamente específico e belo! Continuando, gostaria de recomendar algumas leituras importantes sobre supercordas clique aqui e grau de entropia do Universo que resulta na propagação unidirecional do tempo clique aqui.
Mais um ano chega ao fim! Mais uma órbita ao redor do Sol! Sim, 2009 foi um ano bastante cheio para a Astronomia mundial, principalmente para a brasileira, com as comemorações do IYA no país. Muitos assuntos de cunho científico e político foram tratados de forma bastante direta por inúmeros astrônomos de diversas partes do planeta, dentre aqueles é válido citar a bioastronomia, cuja existência é fruto da união de mentes bastante promissoras, unidas em busca de vida no Universo!
É visto com isso que a vida é bastante rara e encontrá-la em algum outro canto do Cosmo nos trará mais conforto, sendo que a solidão parece não ser um sentimento bem quisto entre nosso ego. O bonito é ver que, mesmo com tanto individualismo, ainda estamos unidos em busca do conhecimento e tal fato nos leva a acreditar que talvez seja esse o sentido de toda a entropia social existente, cuja resultante é apenas a busca pela harmonia! Não é causalidade dizer que tudo no universo busca um estado de estabilidade!
Neste ano de 2010 espero poder contribuir mais para a divulgação científica, já que muito provavelmente ( ^^ ) ingressarei no curso de física e, com isso, também desejo aprofundar mais no conhecimento de conceitos físicos, publicando - os aqui, de forma que possamos, juntos, aprender cada vez mais! Agradeço a vocês leitores pelas críticas e elogios e desejo- lhes um excelente ano, repleto de realizações e aprendizados!
Dividido em quatro partes para caber nos posts, este breve resumo de física moderna foi escrito de forma que o leitor possa ter algo simples, de fácil entendimento e, sobretudo, confiável.
O princípio de energia, segundo os moldes quânticos, se dá de forma tanto quanto, a priori, irracional, de forma que ela não segue princípios lógicos. Toda a matemática utilizada na obtenção de dados próximos do real está embasada em princípios quânticos, segundo a tão bela Física Moderna, que mudou os rumos da física clássica (newtoniana) de tal forma que observar certo fenômeno físico como prova de certa teoria já não era método funcional. Tudo se tornou impalpável e estranho; desconhecido e belo; impreciso e magnífico. Toda a harmonia que regia o universo dissolveu-se numa solução indistinguível. A física se tornou um mistério.
A física pretérita à Moderna seguia princípios harmônicos, com base em conceitos que se formavam a partir da filosofia do pensar e da arte do fazer. Galileu Galilei lançou as bases do método científico rigoroso, criou pensamentos relativísticos ( relatividade galileana) a respeito de corpos em movimento, em queda livre e, com base em matemática e experimentos, provou que corpos em queda livre, independentemente de suas massas, chegam à superfície com mesmo tempo de queda. Kepler surgiu com suas leis das órbitas, das áreas e dos períodos, e com ele, tornou-se existente a astrofísica, portanto Kepler foi o primeiro astrofísico! Com tudo isso, ainda faltava unificar as leis físicas terrenas com as do universo. Aqui entra em cena Isaac Newton, considerado por muitos cientistas o maior físico de todos os tempos. Ele conseguiu, após muita dedicação, trabalho e genialidade, criar leis que obedecem, ao menos para objetos rígidos fora das faixas das partículas atômicas e subatômicas e com incríveis velocidade e massa, harmonicamente o observado na natureza. Após o surto científico ocorrido no século XVIII e com ele o surgimento de novas teorias que explicam satisfatoriamente inúmeros fenômenos físicos, e com os trabalhos de Maxwell no campo do eletromagnetismo, tornou-se possível pensar em coisas maiores e que tinham implicações profundas, as quais mudariam plenamente a face da física até então conhecida: a teoria quântica e da Relatividade Geral. Neste ínterim surgem os maiores cientistas do século XX com pensamentos inovadores e importantes á nossa compreensão tanto do macrouniverso ( aquele universo tão acima de nossa escala) quando do microuniverso( aquele universo misterioso, duvidoso, belo e magnífico mundo das partículas atômicas e subatômicas): Max Planck, Einstein, Dirac, dentre muitos outros. Eles fundaram a Física Moderna, da qual trataremos, especificamente, do quantum e de sua importância na propagação da energia, principalmente em termologia, o calor, que como sabemos é energia térmica em trânsito.
"É verdade, antes a física era mais simples, harmônica e, portanto, mais satisfatória." Esta frase, escrita por Max Planck em 1922, soa quase irônica, vinda de um dos cientistas que mais contribuíram para destruir o edifício milenar das ciências naturais clássicas. A termodinâmica ocupou o jovem Planck desde cedo. Sua tese de formatura se intitulava Sobre a segunda lei da teoria mecânica do calor. Em 1894, ano em que ingressou na Academia Prussiana de Ciências, voltou a atenção para uma questão aparentemente simples: por que, ao ser aquecido, um ferro primeiro irradia luz vermelha, depois amarela e finalmente branca? Dois obstáculos se interpunham à compreensão do fenômeno. Por um lado, a imagem do mundo físico vigente se baseava na certeza de que todas as mudanças de estado ocorrem de forma absolutamente gradativa. Uma noção sintetizada em 1751 na frase "Natura non facit saltus" – A natureza não dá saltos –, do botânico sueco Carl von Linné, porém já presente nas formulações de Aristóteles ou na Lei da Continuidade de Gottfried Leibniz (1646-1716), considerada inabalável. Por outro lado, para descrever a distribuição de energia no exemplo do ferro em brasa, eram necessárias duas fórmulas, uma para as ondas longas, no extremo vermelho do espectro, outra para as ondas curtas, na região ultravioleta. Em outubro de 1900, Planck conseguiu superar este obstáculo. Através de interpolação matemática, ele derivou uma terceira equação, que explica perfeitamente os dados observados experimentalmente. Mais tarde, contrariado, atribuiria essa nova fórmula da radiação a um golpe de sorte, uma "suposição afortunada". Pior ainda, a conclusão lógica de suas descobertas foi a suspensão da Lei da Continuidade.
Durante uma sessão da Sociedade Alemã de Física, em 14 de dezembro do mesmo ano, Planck apresentou o resultado de suas pesquisas. A irradiação de calor não ocorreria na forma de um fluxo constante de energia, mas sim em pequenas porções, chamadas "quanta" (plural de quantum). Os espaços mínimos entre estas unidades são os "saltos quânticos" – termo em breve incorporado à linguagem do dia-a-dia.
Segundo Michael Bonitz, diretor do Instituto de Física Teórica da Universidade de Kiel, "sem as idéias de Planck, seriam impensáveis o desenvolvimento dos transistores, lasers e os avanços da moderna tecnologia informática". Planck influenciou decisivamente no efeito fotoelétrico. Sabia-se que uma superfície metálica emite um fluxo de energia (elétrons) sob a influência da luz, sem que se pudesse explicar por quê. Em 1905 Albert Einstein aplicou com sucesso a hipótese quântica ao fenômeno, atribuindo-o à ação dos "fótons" – quanta de luz.
O mistério que rodeava os físicos estava ligado à descoberta, feita pelo físico alemão Heinrich Hertz em 1887, de que a luz era uma onda eletromagnética (confirmando as previsões de Maxwell). Hertz também descobrira que certos tipos de luz, como a ultravioleta, podem fazer faíscas saltarem de placas metálicas. Mas outras freqüências, como o vermelho e o verde, não tinham essa capacidade. O fenômeno foi batizado de “efeito fotoelétrico” e sua explicação desafiava as equações do Eletromagnetismo de Maxwell. A solução de Einstein para o problema foi propor que a luz não se comporta sempre como onda: ela é composta de “pacotes” discretos ou quanta (plural de quantum, palavra latina que significa “indivisível”). Quanto significa unidades mínimas de energia, assim como os centavos descrevem as unidades mínimas de alguns sistemas monetários. Cada freqüência de luz, afirmou Einstein, tem o seu quantum. Essa partícula, mais tarde, receberia o nome de fóton. Com a luz sendo transportada por esses pacotes, ficava fácil explicar o efeito fotoelétrico. Imagine uma mesa de pingue-pongue cuja superfície esteja coberta por bolas. A mesa representa uma placa metálica e as bolas, os elétrons. Quando um fóton de alta energia (ultravioleta, por exemplo) é atirado contra a mesa, ele é capaz de arrancar uma bolinha. A placa perde um elétron (de carga negativa), ficando positiva – daí a eletrificação. Fótons de energias mais baixas, como os da luz verde e vermelha, não têm a força necessária para fazer saltar uma bolinha. Por este trabalho, Albert Einstein ganhou seu único prêmio Nobel.
É com prazer que inicio os posts de uma "novela", na verdade uma série de "artigos" sobre estrelas, sua vida e os tipos de mortes que as estrelas podem ter. Essa é minha primeira postagem aqui, participação especial no blog do Marco...
Estrelas nascem e morrem, completando um ciclo, que pode ser chamado de vida da estrela. Quando uma estrela morre, dependendo de alguns fatores ela se torna um corpo celeste muito diferente da “bola de fogo gigante”, ou melhor, da “fornalha de fusão nuclear” que era durante a maior parte de sua vida.
Em verdade, estrelas não morrem de vez, elas mudam de estado e comportamento. Quando o combustível estelar (hidrogênio principalmente) se acaba, fenômenos adversos acontecem naquele corpo perturbado, e de acordo com fatores como massa, densidade e tamanho, a estrela tem um determinado final.
Se a estrela for de tamanho próximo ao tamanho do nosso Sol, no final da sua vida seu núcleo tende a contrair, já que está sem hidrogênio, ele se aquece e esquenta as camadas exteriores que ainda devem fundir algum hidrogênio. Essas camadas superiores se expandem, aumentando consideravelmente o raio da estrela, se tornando uma gigante vermelha. Essas camadas em geral são expelidas, e o núcleo se contrai, agora também sem hélio, em um núcleo de elementos mais pesados que vai esfriando em anã branca até “se apagar” em anã negra, um núcleo morto. Caso a estrela tenha algumas vezes a massa e o tamanho do sol, o seu final pode ser um pouco mais excitante. Durante sua vida, a estrela funde hidrogênio em elementos mais pesados. Uma estrela menor “não tem força” para fundir esses elementos mais pesados. Quando então os mais leves (hidrogênio e hélio) se esgotam, ela entra em colapso. Em uma estrela maior, sua massa permite que ela faça fusão de alguns elementos até carbono, oxigênio, silício, e ferro, por exemplo - os elementos mais pesados que o hélio são formados no meio das estrelas- e quando o núcleo se torna de ferro, a estrela “absorve energia” e não consegue mais emiti-la. Em um intervalo de tempo muito curto, a estrela enfim colapsa com sua gravidade e comprimi o núcleo que se aquece. A pressão no núcleo é tão grande, que prótons e elétrons se juntam em nêutrons, e se a gravidade for suficiente, se torna um buraco negro, se não, se transforma em uma compacta estrela de nêutrons.
Preparei um pequeno artigo a respeito da energia escura, com base nas palestras feitas pelo DES – Brazil e em artigos da Scientifc American.
As ciências naturais e físicas evoluíam progressivamente, a partir da largada intelectual dada por Isaac Newton, no século XVII, entretanto, no início do século XX, a situação mudou, sendo que essa ciência deu um salto incrível, com o surgimento e conseqüente desenvolvimento da física quântica, acarretada pela física das partículas elementares.
Nesse ínterim, estão inseridos os debates a respeito do Universo, de sua formação, de sua constituição e é neste cenário que acontece uma das maiores mudanças de paradigma tanto da astronomia quanto da própria física modernas: a determinação teórica, corroborada observacionalmente, e posta como válida, da idéia de um universo em expansão, que desaceleraria com o tempo, de acordo com sua força gravitacional.
Com isso, para manter válida a teoria anteriormente nomeada e vulgarmente chamada de teoria do Big Bang, avanços científicos foram necessários, sendo por isso, até a determinação do valor da densidade crítica do universo foi pesquisada e aplicada a inúmeras áreas cosmológicas, afirmando ainda mais que o universo, de fato, expandia.
Contudo, em meados da década de 1990,resultados experimentais do satélite COBE, da NASA, enviou dados que propunham um universo não em desaceleração, mas em aceleração! Tal fato foi chocante a todos os cosmólogos, o que fez surgir a maior e incrivelmente persistente dúvida da astrofísica: o que é a energia escura?
Antes de tentar entender sobre esse questionamento, faz-se necessário explicar quais são os efeitos dela no universo como um todo. É importante ressaltar que antes do descobrimento da expansão acelerada do universo, pensava-se que seu alargamento deu-se apenas devido ao rompimento da estabilidade quanto-mecânica num infinitesimal ponto chamado singularidade, e cujo efeito foi a formação de tudo o que é detectado por nós mesmos ou por nossas tecnologias.
A partir daí, após certo período de tempo, de acordo com a quantidade de matéria formada, pela força gravitacional, o universo teria três fins: ele reverteria sua expansão desacelerada em retração acelerada, originando possivelmente um novo Big Bang; ele desaceleraria até parar com determinado “tamanho” e manter-se-ia assim indefinidamente; ou ele manteria sua expansão, entretanto com constante velocidade.
A energia escura foi um conceito de força antigravitacional atribuído a instigante expansão cósmica do universo, contradizendo toda a idéia de desaceleração, constantes evolutivas etc.Por isso, ela é tão misteriosa, além do mais, sua atuação não se deu (ou se dá) apenas na própria estrutura expansiva do tecido espacial, mas também na formação de galáxias e estruturas de larga escala, como aglomerados de galáxias e superaglomerados de galáxias, de forma que observações em raios X mostram essa formação.
Neste cenário de formações, até mesmo essa energia tem papel fundamental, de modo que interfere na produção de estrelas em uma galáxia, isso pelo fato de haver certas irregularidades na distribuição da radiação cósmica de fundo, originadas por alterações feitas pelos campos gravitacionais de estruturas cósmicas.
As lentes gravitacionais são fruto de tal força antigravitacional, surgidas pela curvatura espacial por objetos de grande massa, tornando assim a trajetória da luz curvilínea, deformando-a, criando diversas imagens de um mesmo objeto. Quanto maior o tamanho do universo – o que depende da quantidade de energia escura – mais provável esse tipo de alinhamento se torna. Estudos desse processo revelaram como os agrupamentos de matéria cresceram com o tempo, e encontraram a marca da energia escura.
Portanto, definir e especificar o que é a energia escura e de onde ela vem, ou como se formou, provavelmente serão questões que demandarão tempo e estudos ininterruptos, pois como podemos estudar apenas este universo, não temos meios de fazer comparações com outros, sendo por isso existentes apenas hipóteses concjeturadas em cima de poucos dados experimentais. Basta, então, esperar por melhorias na tecnologia dos detectores e dos telescópios baseados tanto em terra quanto no espaço e avançarmos, novamente, numa aventura de descobertas e, quem sabe, novas quebras de paradigmas.
Sim, passaram-se inúmeros dias desde minha última postagem, mas quero resaltar o quanto estou decepcionado com minha indolência. De qualquer forma, o blog está resurgindo -novamente- e vou tratar de um assunto muito interessante: a energia escura.
Antes de minhas objeções, recomendo nesta postagem que assistam ao conjunto de palestras no site da DES - Brasil ( Dark Energy Survey) sobre energia e matéria escuras. O site é http://www.des-brazil.org/semana/
Por falta de tempo, escreverei amanhã ou depois sobre o assunto! Espero que aproveitem ao máximo a programação acima sugerida.
Este é um vídeo que mostra muito bem a rotação da Terra, além de algumas belas crateras lunares. Ele foi feito por Marco Aurélio, astrônomo amador e editor deste blog.
Olá, venho lido e escutado comentários de pessoas leigas com medo de que o experimento do CERN, LHC( Large Hádron Collider) crie miniburacos- negros e que estes suguem a Terra ou o sistema solar ou, até mesmo o Universo(isso foi uma pergunta de uma repórter da Globo a um físico envolvido na construção do laboratório).
É incrível o quanto as pessoas são ignorantes e capazes de, sem informações técnicas suficientes, criarem hipóteses sustentáveis a partir de crenças populares de que tudo estará acabado por culpa de um projeto científico inovador. O medo e a insegurança foram tão exacerbados que houve processos jurídicos para impedir a ativação do LHC e, ocorreu também, um fato estranho e cômico de um indivíduo indiano suicidar-se por receio de ser tragado pelo "monstro cósmico", criado pelos maus cientistas que só pensam em seus interesses e não se preocupam com o mundo em que vivem!
Será que há realmente necessidade de tanto pânico? Primeiro, explicarei como é formado um buraco-negro e, logo após, responderei a pergunta que aflige muitos indivíduos por todo o mundo.
Basicamente, um buraco negro se forma a partir do colapso gravitacional de uma estrela extremamente massiva e tem por finalidade (lógico que instintivamente) sugar tudo que está a sua volta. Nesse processo, altas energias estão envolvidas, pois são elas que originam esse "devorador celeste".
O Cern está trabalhando com altas energias para fazer com que prótons colidam-se e recriem as condições iniciais da formação do Universo, ou seja, ele está tentando recriar o Big Bang! Isso meche com a população desinformada de conceitos físicos pelo fato de que se o Universo originou-se a partir de uma "explosão" e que esta liberou grande quantidade de energia, portanto, é de se esperar que a colisão de prótons também libere altas quantidades de energia e que ela possa criar um buraco-negro, já que este é formado a partir disso e nos sugar!
Bom, realmente existe a possibilidade de surgir um miniburaco-negro, mas ele não pode ser destruidor. Por que? A resposta reside no fato de que eles serão formados por energia de colisão de prótons a qual não é suficiente para criar um buraco-negro significante que possa criar atração gravitacional e sugar ao menos uma partícula, no tempo em que este ficará “ativo”.
Portanto, não há um porquê para desespero. Empreendimentos físicos são importantes para a compreensão da nossa existência; são importantes para responder nossas antigas reflexões filosóficas mais puras como: de onde viemos, para onde vamos, o que é o Universo, como ele se formou etc.
E foi dada a largada para o maior empreendimento físico de todos os tempos! O LHC ( Lage Hádon Colider), maior acelerador de partículas do planeta e, por consequência, a maior máquina deste, foi ativado com total sucesso em sua primeria operação de lançamento.
Hoje, foram lançados dois prótons que estão viajando pelo circuito circular de aproximadamente vinte e sete quilômetros e, a cada volta, a velocidade deles tende a aumentar para que, daqui a algumas semanas, haja uma colisão na qual, segundo os físicos responsáveis pelo projeto, simulará condições iniciais da formação do universo.
Eles esperam encontrar, vasculhando os "cacos" das colisões, partículas antes previstas apenas em teoria, como o bóson de Higs. Há também uma especulação de surgir uma nova dimensão e, com isso, comprovar outras teorias como a Teoria das Cordas que prevê um universo composto por cordas interligadas que vibram, determinando a estrutura e forma do universo.
Contudo, é necessário ainda esperar algum tempo antes de buscar resultados na experiência, pois os físicos e engenheiros envolvidos na contrução e funcionamento do laboratório ainda precisam testar os novos detectores e isso exige colisões. A estimativa para os dados dessas saíres é para os cento e cinquenta dias iniciais do ano de 2009. Agora, resta apenas esperar.
Telescópio Hubble desvenda monstro magnético em galáxia próxima
Com a ajuda do telescópio espacial Hubble, cientistas europeus e norte-americanos parecem ter encontrado a resposta de um antigo enigma ao resolverem o mistério que envolve os gigantescos filamentos coloridos vistos ao redor da galáxia NGC 1275.
A NGC 1275 é uma das galáxias elípticas mais próximas da Via Láctea, onde um buraco negro supermassivo em seu interior sopra bolhas de partículas eletromagnéticas ao redor da galáxia. Segundo os cientistas, esses filamentos são manifestações visíveis de um intrincado relacionamento entre o buraco negro central e os aglomerados de gás ao redor. Os filamentos se formam quando o gás frio do núcleo da galáxia é expulso para fora, criando as bolhas.
Tentáculos Gigantescos A quantidade de gás contido em um único filamento chega a 1 milhão de vezes a massa do Sol e sua largura não ultrapassa 200 anos-luz. No entanto o comprimento se estende a mais de 20 mil anos-luz.
As primeiras imagens do material que compõe os filamentos foram obtidas pela equipe do astrofísico Andy Fabian, ligado à universidade de Cambridge, no Reino Unido, utilizando os dados captados pelo telescópio Hubble.
Novos Conhecimentos Antes das imagens do Hubble os cientistas enfrentavam dificuldades para compreender como essas estruturas tão delicadas se mantiveram estáveis por mais de 100 milhões de anos. "Pelo nosso conhecimento elas deveriam se aquecer e evaporar ou então vir estrelas, mas agora entendemos que os campos magnéticos mantêm o gás no lugar e impedem que se colapse.", disse Fabian.
"Agora constatamos que os campos magnéticos são fundamentais para a sobrevivência dessa rede de filamentos e sem eles essas belas estruturas não conseguiriam se manter virariam estrelas."
O trabalho de Fabian e sua equipe foi publicado essa semana (08/2008) na revista científica britânica "Nature".
Foto: Galáxia NGC 1275, também chamada de Perseu A, situa-se no centro do aglomerado da galáxia de Perseu. A galáxia é muito ativa, e suas emissões no espectro de rádio são bem conhecidas dos astrônomos. Devido à presença de um buraco negro supermassivo em seu centro, NGC 1275 também emite fortemente no espectro de raios-x. A foto é uma composição de imagens do telescópio Hubble, do radiotelescópio NRAO e do telescópio espacial de raios-x Chandra. Créditos: NASA, ESA, NRAO and L. Frattare (STScI).
Depósitos de sal podem oferecer pistas sobre vida em Marte, diz estudo
Depósitos de sal descobertos em Marte evidenciam a existência de água em um passado remoto e podem oferecer provas de alguma forma de vida no planeta vermelho, segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira pela revista "Science".
Os depósitos de minerais de cloreto foram descobertos por uma câmera instalada na sonda Odyssey, que viaja em órbita marciana.
Por meio da câmera do Themis (Sistema de Imagem de Emissão Termal da Odyssey, na sigla em inglês), os cientistas da Universidade do Havaí, da Universidade Estadual do Arizona e do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato, na sigla em inglês), da Nasa (agência espacial dos EUA), descobriram cerca de 200 lugares no hemisfério sul de Marte com características que revelam a existência dessas jazidas minerais.
"A Themis nos permite olhar com detalhes o espectro infravermelho termal, que é o melhor para encontrar depósitos de sal longínquos da órbita", disse Philip Christensen, cientista da Universidade Estadual do Arizona.
Cores
As reservas de sal aparecem nas latitudes médias e baixas do planeta, onde o terreno é muito antigo e cheio de crateras, afirmaram os cientistas em seu relatório.
Segundo Mikki Osterloo, da Universidade do Havaí, os cientistas fizeram a descoberta ao perceber mudanças de cores nas imagens proporcionadas por Themis.
"Comecei a observar esses lugares porque mostravam um azul intenso em um conjunto de imagens, verde em um segundo conjunto e laranja amarelado em outro", disse a geóloga, autora principal do relatório.
Segundo Christensen, muitos dos depósitos se encontram em conchas nas quais desembocam uma série de canais.
"Esses são os tipos de características, como as da Terra, que revelam o fluxo de água durante um tempo prolongado", disse.
Quente e úmido
Os cientistas dizem acreditar que os depósitos de sal se formaram entre 3,9 milhões e 3,5 bilhões de anos, época em o planeta era provavelmente muito mais úmido e quente.
Christensen afirma que "por sua natureza, os depósitos de sal apontam para a existência de muita água, que pode ter existido em lagoas antes de sua evaporação".
"Isso é crucial. Para a vida é indispensável que haja um habitat que se mantenha durante algum tempo", acrescentou.
Por outro lado, existe o que o cientista qualificou como "efeito de concentração".
Os depósitos estão em conchas sedimentares e, provavelmente, qualquer rastro de material orgânico se dispersou com o fluir da água.
No entanto, durante um tempo muito longo, "a água que fluiu até a bacia pôde concentrar os materiais orgânicos e é possível que agora estejam bem preservados no sal", declarou a autora do estudo.